São muito bons os mergulhos em Cabo Verde. Fui para lá sem grandes expectativas pois Cabo Verde é um conjunto de ilhas no atlântico e este não é definitivamente o oceano mais famoso do mergulho. E assim foi uma boa surpresa encontrar águas com muito boa visibilidade (20-30 metros) e com muitos peixes, incluindo um dos meus favoritos o peixe papagaio. E, mesmo sendo Novembro, águas quentinhas (25-27ºC), mas com isso já estava a contar.
Cabo Verde também foi uma boa surpresa. Os cabo verdianos têm muitas razões para estarem orgulhosos, pois mesmo com poucos recursos naturais o país está a desenvolver-se rapidamente com base no turismo. Apesar de pobre, é um país organizado e não tem aquele subemprego que muitas vezes se encontra em África (por exemplo sair do aeroporto e ter vinte interessados em carregar as malas 50 metros para receber uma gorjeta). Não sou grande especialista em África, mas este ano já estive no Egipto e na África do Sul, e definitivamente Cabo Verde não se parece com estes países. Antes da viagem já tinha reparado que nos indicadores do gapminder se destacava dos restantes países africanos. Por exemplo, a figura de baixo compara a evolução de Cabo Verde e da África do Sul (é uma diferença assustadora).

De volta ao mergulho. A ilha com o turismo e com o mergulho mais desenvolvidos é a ilha do Sal e a maior parte dos resorts e hoteis ficam na zona sul da ilha, na vila de Santa Maria. Foi com o Manta Diving que mergulhei. O Manta é um centro de mergulho de português com vários sotaques (de portugal, brasil e cabo verde). Malta bacana, e que conhece bem os locais de mergulho (o principal wreck até foram eles que afundaram). Com mais cuidado nos detalhes (organização, manutenção dos equipamentos, etc) seriam um dive center de cinco estrelas (assim ficam pelas quatro e meia).
As saídas de mergulho são em barco e vai-se até ao pontão de jipe já com o equipamento. A distância de barco até à maioria dos locais de mergulho é curta (10-15 min). Não é o absurdo do conforto do Mar Vermelho, mas a equipa do centro faz muito para tornar tudo confortável (montam e desmontam equipamento, levam as garrafas para o barco, etc).
Entre os locais de mergulho que visitei estão dois wrecks. O Santo Antão é um barquinho pequeno que está a 10 metros e que deu para fazer um primeiro mergulho bastante calmo a procurar a vida marinha dentro e fora do barco. Já o Kwarcit, afundado a 25 metros, é um verdadeiro mergulho em wreck. Permite entrar nos porões de carga e e nos salões da tripulação, e com a possibilidade de subir as escadas do salão para a cabine de comando. Entre os mergulhos mais famosos não foi possível fazer o Buracona pois o principal barco do centro estava "quebrado" e apenas esse permite ir ao spot.
O Manta é uma boa opção. Mas são muitas as alternativas, por exemplo o Cabo Verde Diving (italianos), o Orca Dive Club (alemães), o Pro Atlantic ou o Scuba Caribe.
Acabando como comecei, é muito bom o mergulho em Cabo Verde.








Olá Pedro!
O mais certo é que nem te recordes de mim. Chamo-me Dulce Carla Laranjeira Vilas Boas, frequentámos a mesma turma no ensino secundário do 10º ao 12º ano.
Encontrei o teu blog meramente por acaso numa pesquisa que estive a fazer. Encontrei o teu blog e acabei por me cruzar contigo e com um passado já um pouco distante para todos nós - o tempo da Secundária de Arcozelo / Alcaides de Faria.
Mas sem dúvida, foi uma excelente surpresa. Gostei de te rever! (Bem, não posso evitar referir que o tempo deixa as suas marcas... é inevitável! Mas tu estás com um excelente aspecto!).
Parabéns pelo teu blog. É fantástico, conta experiências fabulosas. Parece-me que o irei visitar com frequência!!
Desejo-te tudo de bom.
Beijinhos
Dulce Vilas Boas
(dulce.vilasboas@gmail.com)
Olá Dulce, que boa surpresa. Obrigado por apareceres com estas recordações sempre agradáveis dos tempos de escola.
Olá Pedro!
Achei seu blog por acaso pesquisando sobre mergulhos! Também sou mergulhadora (brasileira) e adorei seu blog. Fotos lindas! A hora que tiveres um tempinho passa no meu (www.carolwieser.wordpress.com), tem muitos mergulhos lá, e quem sabe podemos trocar algumas experiencias.
Abraços
Carol Wieser