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Madeira vs Outros
Ouvi agora na SIC Notícias um comentador dizer que o Alberto João Jardim era o melhor argumento contra a regionalização. Estranho, os dados existentes no eurostat parecem dizer o contrário. E os resultados dos Açores também são interessantes.
Tempos de crise
É bom ter um apartamento e um carrinho, mas os tempos estão díficeis e se calhar é melhor procurar alternativas. Viver num bom apartamento de uma grande cidade é muito caro. Por exemplo, um T2 em Lisboa pode custar 800k. Mas se optar por este veleiro gasto apenas 79k e fico com 3 quartos.
Depois posso colocar o barquinho na marina de leixões por 1300€ por ano (água e luz incluída!). É muito menos do que custa um apartamento em electricidade (e taxa de audiovisual), água (e taxa de saneamento), imposto (IMI) e despesas de condomínio.
E posso ter gasóleo a 80c. O que é justíssimo.
Em tempos de crise não adianta chorar. Se não dá para viver como um pobre, há que engolir o orgulho e viver como um rico.
Em Dublin
Ir ao acaso por uma rua e encontrar um sítio surpreendente é uma daquelas coisas que me dá muito prazer quando viajo. Não acontece muitas vezes, mas desta vez em Dublin dei por acaso comigo num sítio curioso.
É uma igreja no centro da cidade. Ou melhor, era uma igreja, agora é um bar e um restaurante (the church). Entra-se e sente-se aquele ambiente austero típico das igrejas. Em cima um grande vitral e um orgão impecável. Em baixo um bar cheio de cervejas. É impossível resistir ao impulso de olhar repetidamente para cima e depois para baixo para sentir o contraste. Sei que fiz isso várias vezes. E reparei que os meus companheiros de viagem também estavam a fazer o mesmo.
De resto Dublin não impressiona. A zona mais histórica pareceu-me pequena. A noite nos pubs de Temple Bar vale a pena (embora um bocado feita para turista ver). Não tive tempo para visitar a Google, talvez numa próxima visita.
Before going to Brussels I googled to find some map with locations of the comics paintings in Brussels buildings. I could not find it, probably because I did a bad search or maybe because I did not search in french or dutch. Anyhow this post is just to add a map with the locations of the buildings (or view in google maps). By the way, it's a great walk to do in Brussels.
O tanque mais fundo
Aproveitando uns dias na Bélgica dei um salto à piscina de mergulho Nemo 33, supostamente o tanque de mergulho mais fundo do mundo.


Com água doce a 33 ºc foi sem fato de neoprene e sem lastro. A visibilidade da água é total (e o que a água não tem em sal, tem o dobro em cloro).
Tem umas "cavernas". Enfim, não são cenotes, nem sequer cavernas, apenas umas passagens ao nível dos dez metros por baixo da plataforma dos cinco metros.
Nas passagens há bolsas de ar que permitem sair da água para conversar e tirar umas fotografias.


E depois existe o poço com 33 metros (no computador marcou 34.1). Foi interessante descer o poço. Na altura pareceu-me boa ideia ficar para trás para evitar a confusão dos cerca de dez tipos ansiosos por descer primeiro. Mas ser o último a descer tem uma particularidade. Um grupo lá em baixo a respirar a 30 metros faz muitas bolhas. Foi uma descida numa nuvem de bolhas tão grande que mesmo sem regulador acho que dava para respirar.

Os mergulhos são de 45 minutos. Entre descer o poço, dar um passeio pelas "cavernas" e fazer uma paragem de segurança, o tempo passou num instante. Ainda estava longe de pensar em sair quando veio o sinal de fim de mergulho. Julgo que isso quer dizer que foi um bom mergulho.
Ao nível dos cinco metros a piscina tem umas janelas de grandes dimensões. Do bar e do restaurante é possível ver quem mergulha. E dentro de água é também curioso flutuar sobre o almoço dos que escolhem encostar-se às janelas.

Por fim algumas curiosidades. Com três pessoas tratam de tudo. Talvez por isso, um mergulho, que inclui o aluguer de todo o equipamento, custa 20€. Em muitos centros de mergulho isso não chega para o aluguer do equipamento. E mesmo neste país de pouco sol, são usados painéis solares para aquecer a água da piscina. Uma das coisas que gosto no norte da Europa é ver estes casos de grande optimização de custos e impacto ambiental.
Democracias
Há um tipo, presidente de um país no sul da América, que após ter sido eleito o máximo de vezes que a constituição do país permite, resolveu fazer um referendo para mudar essa lei do seu país. Para poder continuar no poder. O que achamos disto? O tipo é um ditador. Está a matar a democracia. É muito grave o que ele está a tentar fazer. Tem que ser parado.
Um outro tipo, presidente de um país do leste europeu, também atingiu o máximo de mandatos. Como não pode concorrer na próxima eleição apoia um seu protegido, que por sua vez o convidou para ser primeiro-ministro caso ganhe as eleições. O que achamos disto? É um golpe de teatro. O tipo é um absolutista. Está a sufocar a democracia. Tem que ser parado.
E há ainda outro tipo que governou o máximo de mandatos que podia num país do norte da América. Pretende voltar ao poder, mas agora é a sua mulher a candidata a presidente. Ora aí está. Um bom exemplo que o resto do mundo deve seguir.
Check-in online da TAP
Aviso: este post contém spoilers.
Este post é sobre o check-in online da TAP mas esteve para receber o título Sadistic Web Development, pois também é um tributo a esta categoria de desenvolvimento.
Quem compra um bilhete no site da TAP recebe um e-mail com o número do bilhete electrónico que tem o seguinte aspecto:

E para fazer o check-in online basta colocar esse número do bilhete electrónico no campo correspondente. Ou seja, copiar o número do email e colar o número no formulário do check-in.

Humm, mas não funciona. Se calhar é por causa do espaço que tem no meio do número que recebemos por email. Mas depois de tirar o espaço também não funciona.
Alguém reparou que na cópia o número perdeu o último dígito? Pois é, apesar do campo do formulário ter espaço para mais, está limitado a 13 dígitos. E o espaço no número que recebemos por email faz com que o último dígito se perca na cópia.
Ora o desenvolvimento sádico consiste precisamente em fazer sofrer os utilizadores. Este sofrimento deve ser infligido de forma subtil e com o objectivo de no final o utilizador ter um grande prazer (normalmente associado a ter conseguido acabar o que tinha para fazer no site).
E aqui o objectivo foi atingido. Este é um caso de particular sucesso pois em muitas ocasiões o check-in online é feito quando estamos apertados de tempo e queremos chegar ao aeroporto mesmo em cima da hora de partida. Ora esta brincadeira dos números associada ao stress de estar com uma agenda cheia é um cocktail fantástico.
Mergulhos em Cabo Verde
São muito bons os mergulhos em Cabo Verde. Fui para lá sem grandes expectativas pois Cabo Verde é um conjunto de ilhas no atlântico e este não é definitivamente o oceano mais famoso do mergulho. E assim foi uma boa surpresa encontrar águas com muito boa visibilidade (20-30 metros) e com muitos peixes, incluindo um dos meus favoritos o peixe papagaio. E, mesmo sendo Novembro, águas quentinhas (25-27ºC), mas com isso já estava a contar.
Cabo Verde também foi uma boa surpresa. Os cabo verdianos têm muitas razões para estarem orgulhosos, pois mesmo com poucos recursos naturais o país está a desenvolver-se rapidamente com base no turismo. Apesar de pobre, é um país organizado e não tem aquele subemprego que muitas vezes se encontra em África (por exemplo sair do aeroporto e ter vinte interessados em carregar as malas 50 metros para receber uma gorjeta). Não sou grande especialista em África, mas este ano já estive no Egipto e na África do Sul, e definitivamente Cabo Verde não se parece com estes países. Antes da viagem já tinha reparado que nos indicadores do gapminder se destacava dos restantes países africanos. Por exemplo, a figura de baixo compara a evolução de Cabo Verde e da África do Sul (é uma diferença assustadora).

De volta ao mergulho. A ilha com o turismo e com o mergulho mais desenvolvidos é a ilha do Sal e a maior parte dos resorts e hoteis ficam na zona sul da ilha, na vila de Santa Maria. Foi com o Manta Diving que mergulhei. O Manta é um centro de mergulho de português com vários sotaques (de portugal, brasil e cabo verde). Malta bacana, e que conhece bem os locais de mergulho (o principal wreck até foram eles que afundaram). Com mais cuidado nos detalhes (organização, manutenção dos equipamentos, etc) seriam um dive center de cinco estrelas (assim ficam pelas quatro e meia).
As saídas de mergulho são em barco e vai-se até ao pontão de jipe já com o equipamento. A distância de barco até à maioria dos locais de mergulho é curta (10-15 min). Não é o absurdo do conforto do Mar Vermelho, mas a equipa do centro faz muito para tornar tudo confortável (montam e desmontam equipamento, levam as garrafas para o barco, etc).
Entre os locais de mergulho que visitei estão dois wrecks. O Santo Antão é um barquinho pequeno que está a 10 metros e que deu para fazer um primeiro mergulho bastante calmo a procurar a vida marinha dentro e fora do barco. Já o Kwarcit, afundado a 25 metros, é um verdadeiro mergulho em wreck. Permite entrar nos porões de carga e e nos salões da tripulação, e com a possibilidade de subir as escadas do salão para a cabine de comando. Entre os mergulhos mais famosos não foi possível fazer o Buracona pois o principal barco do centro estava "quebrado" e apenas esse permite ir ao spot.
O Manta é uma boa opção. Mas são muitas as alternativas, por exemplo o Cabo Verde Diving (italianos), o Orca Dive Club (alemães), o Pro Atlantic ou o Scuba Caribe.
Acabando como comecei, é muito bom o mergulho em Cabo Verde.
Stella Cafe
28 de Outubro de 2007. Aeroporto de Bruxelas. Stella Cafe. Está um ambiente leve. Toca um jazz com ritmo lento. As mesas estão quase todas cheias e de um modo geral todos parecem estar descontraídos. Se não fosse o relógio não diria que são três da manhã. Os aeroportos têm essa característica, tornam a noite dia.
Abri o computador para escrever os eventos que me levaram a estar aqui a esta hora. Para mais tarde me rir um bocado. E principalmente para passar o tempo.
Lisboa 18h. O avião que me traz do Porto chega na hora planeada. Saio do avião e ligo o telemóvel pois tenho que telefonar para o hotel de Beerse a confirmar que me vão deixar a chave do quarto na caixa do correio. Como vou chegar por volta da meia noite já não vai estar ninguém na recepção, mas nestes casos eles deixam a chave do quarto e do hotel na caixa do correio. É um funcionamento curioso mas não posso dizer que seja novidade. Na alemanha já me tinham feito isso uma vez.
Acabo de ligar o telemóvel e vejo uma mensagem:
Info TAP: O seu voo TP 618 de LIS está atrasado hora prevista 2007-10-28 20:30
Quando acabei de ler a mensagem já estava a ver o que seria a minha noite. Para a TAP uma hora de atraso é o normal. Por isso avisar-me do atraso de uma hora é uma forma suave de me dizer que a coisa está complicada. Para já é uma horinha, o resto vem depois. O hotel, com a chave na caixa do correio não é um problema. Posso chegar a qualquer hora. Mas alugar o carro é que se torna um problema, pois no máximo à meia-noite fecham o estaminé. Definitivamente os belgas não gostam de trabalhar à noite.
E enquanto espero no balcão de embarque dou por mim a ver um filme musical juvenil na SIC. Numa situação normal não me consigo imaginar a ver um filme destes. Se calhar não há filmes maus, nós é que às vezes não estamos com o espírito certo.
Ouço um aviso no sistema de som. Os passageiros do voo TP 618 para Bruxelas podem ir ao restaurante Harrods onde será servido um snack. Bom, lá fui. Já tinha jantado, mas sempre deu para beber um fino.
O embarque sempre começou às 20:30. Como estava sentado perto do balcão fiquei perto do início da fila. Isso permitiu-me perceber claramente o conteúdo da discussão entre os assistentes da TAP e os primeiros passageiros da fila. Na verdade teria percebido mesmo que tivesse no final da fila, pois a coisa chegou ao nível dos gritos. A TAP estava a informar que o voo, por motivos operacionais, não ia ter refeição e que por isso tinha sido feito um aviso para as pessoas irem ao restaurante. Enfim, uma meia verdade, disseram que ofereciam um snack, não disseram que o avião não ia ter refeição. Eu até tinha entendido a mensagem de outra forma: oferecemos um snack para jantarem pois quando sairmos daqui já está na hora do pequeno almoço. Afinal estava errado. Mas se há coisa verdadeiramente degradante é ver adultos aos gritos por não lhes darem aquelas comidas ranhosas do avião (e as da TAP são umas sandes particularmente más). Quando chegou a minha vez de entregar o bilhete o assistente olhou para o chão e disse baixinho "não vai ser servida refeição neste voo". Ainda estive para lhe apertar a mão e dizer um obrigado sentido. Não fiz. Podia ser mal entendido. Tendo em conta o que se tinha passado ele iria pensar que estava a levantar a mão para o agredir.
E estou sentado no meu lugar prontinho para partir. Ao meu lado, do outro lado do corredor não é que está o Eng. João de Deus Pinheiro. E não é que ele opta por viajar em segunda classe. Eu, por exemplo, não opto. Não me pagam bilhetes de primeira e quando sou eu a pagar não tenho dinheiro para esses luxos. Por isso é sempre interessante encontrar pessoas que optam pela segunda classe. Por exemplo a Xana já tinha viajado com o Eng. Belmiro de Azevedo, outro que opta pela segunda classe. Talvez seja essa a utopia da social democracia, um dia podermos todos optar pela segunda classe. Talvez um dia.
Estava tudo a correr tão bem, eu já pronto para trocar umas observações políticas com o meu camarada de viagem e a hospedeira de bordo vem estragar tudo. Discretamente convida o meu colega de viagem a mudar-se para a primeira classe. Certamente para não ser desagradável com a senhora ele acede a deslocar-se. Foi um momemento muito feio da parte da hospedeira de bordo. Ele tinha optado pela segunda classe, não é justo retirar-lhe esse direito de optar. Enfim a nossa social democracia não é perfeita.
A minha descrição anterior pode levar a pensar que demorou muito tempo entre o embarque e a descolagem. O que está correcto. Estivemos uma hora dentro do avião até que nos disseram que o avião tinha uma avaria. Será que sem as sandochas do catering a máquina não voa? De qualquer modo já estava um outro avião ao lado para fazermos a troca. Era só esperar pelos autocarros e em poucos minutos estariamos prontos para decolar.
E lá vou eu para o autocarro. Nesta altura já com o ipod nos ouvidos a tocar a banda sonora do Death Proof. Isto para evitar ouvir os pedantes dos belgas da dizer mal de portugal. É preciso ter lata para no país dos outros, rodeado dos outros, mandar bocas numa lingua que os outros compreendem. Será que os gajos nascem arrogantes ou tornam-se arrogantes por aprenderem a falar em francês? Acho bem que os flamengos se tornem independentes. Eu faria o mesmo para não ter que viver com os francorrogantes.
Já o condutor do autocarro era bem português. Viu-nos a sair do avião e não quis saber de mais nada, toca a meter prego a fundo e levar-nos para o terminal 1, rapidinho para podermos chegar a casa cedinho. Mas não amiguinho, não tinhamos acabado de chegar de Bruxelas. Deve ter achado estranho não ver ninguém com grande entusiasmo para sair do autocarro. Depois de conferenciar com alguns passageiros lá percebeu a asneira e meteu todos outra vez dentro e prego a fundo para regressar à pista. Nesta altura aumentei o volume do ipod. Não sei sobre o que se falou no autocarro.
E não é que conseguimos mesmo partir. Já com mais de três horas de atraso, mas tirando isso tudo bem. E o comandante até pediu desculpa pela situação. Porreiro pá, estás desculpado. E até houve sandochas para todos.
E foi esta a história dos acontecimentos que me levaram a estar aqui, agora, no Stella Cafe. Não é certamente uma grande história, nem merece uma crónica, mas estar aqui a relatar os eventos fez-me passar o tempo. Agora já só falta hora e meia para o rent-a-car abrir. Depois é pegar no carro, ir até ao hotel tomar um banho e ir trabalhar. Felizmente portei-me como um urso e hibernei umas 14 horas ontem. Tenho que fazer isso mais vezes, os ursos é que a sabem toda.
Letras Gordas
De tempos em tempos lá sai mais uma alta tecnologia do super laboratório da garagem lá de casa.
É uma página que permite passar os olhos pelos títulos de um conjunto de blogs e jornais. Olhar para as letras gordas na web.
Usa o conceito do popurls e acrescenta a possibilidade de escolher os blogs e sites (neste momento apenas de uma lista pré-definida), e a capacidade de usar o máximo do espaço do ecrã para mostrar informação.

Eu uso esta ferramenta como complemento ao meu leitor de RSS, para de vez em quando passar os olhos pelos blogs e media mais populares (e que, por terem tantos artigos, não quero acompanhar no meu leitor).
É biodegradável e energeticamente eficiente :-)
Touareg Scuba Ad
Resolvi experimentar o slideshare colocando lá a minha apresentação das provas de doutoramento. também coloquei a tese online.
New blog
Jornalismo
Afinal sempre existem jornalistas que não se limitam a ler textos nos noticiários (a jornalista Mika Brzezinski recusa-se a ler a primeira noticia do dia. A MSNBC tinha decidido que a história mais importante do dia era a saída da Paris Hilton da prisão, onde tinha passado umas semanas por conduzir embriagada com a carta de condução suspensa, mas a Mika Brzezinski não concordou.).
Via 9-9.
Then you win
Um filme promocional do Linux. Foi feito pela Red Hat. O meu primeiro Linux foi um Red Hat 2.0 e até recentemente usei sempre Red Hats e Fedoras (agora uso um Ubuntu).
Almost boarding
Big coincidence
Today I went to the Porto Linux Users Group to make a presentation on Django. And there was also a presentation of Ruby on Rails by Mário Lopes. It happens that I've joined SAP this month (SCM EMEA Hub) and it turns out that Mário will join SAP at Palo Alto next month.
I would rather have won the lottery, but this is also something very unlikely to happen.

















