Aproveitando uns dias na Bélgica dei um salto à piscina de mergulho Nemo 33, supostamente o tanque de mergulho mais fundo do mundo.


Com água doce a 33 ºc foi sem fato de neoprene e sem lastro. A visibilidade da água é total (e o que a água não tem em sal, tem o dobro em cloro).
Tem umas "cavernas". Enfim, não são cenotes, nem sequer cavernas, apenas umas passagens ao nível dos dez metros por baixo da plataforma dos cinco metros.
Nas passagens há bolsas de ar que permitem sair da água para conversar e tirar umas fotografias.


E depois existe o poço com 33 metros (no computador marcou 34.1). Foi interessante descer o poço. Na altura pareceu-me boa ideia ficar para trás para evitar a confusão dos cerca de dez tipos ansiosos por descer primeiro. Mas ser o último a descer tem uma particularidade. Um grupo lá em baixo a respirar a 30 metros faz muitas bolhas. Foi uma descida numa nuvem de bolhas tão grande que mesmo sem regulador acho que dava para respirar.

Os mergulhos são de 45 minutos. Entre descer o poço, dar um passeio pelas "cavernas" e fazer uma paragem de segurança, o tempo passou num instante. Ainda estava longe de pensar em sair quando veio o sinal de fim de mergulho. Julgo que isso quer dizer que foi um bom mergulho.
Ao nível dos cinco metros a piscina tem umas janelas de grandes dimensões. Do bar e do restaurante é possível ver quem mergulha. E dentro de água é também curioso flutuar sobre o almoço dos que escolhem encostar-se às janelas.

Por fim algumas curiosidades. Com três pessoas tratam de tudo. Talvez por isso, um mergulho, que inclui o aluguer de todo o equipamento, custa 20€. Em muitos centros de mergulho isso não chega para o aluguer do equipamento. E mesmo neste país de pouco sol, são usados painéis solares para aquecer a água da piscina. Uma das coisas que gosto no norte da Europa é ver estes casos de grande optimização de custos e impacto ambiental.










